domingo, 17 de outubro de 2010

Led,


Só eu e ele naquele quarto. Aquela coisa pequena parecendo tão frágil nos meus braços, seus olhos enormes investigando os meus por um longo tempo.
Ergueu a patinha e tocou meu rosto por diversas vezes, sempre que eu insistia em balançar seu corpo minúsculo em direção ao chão. "Hey, não faça isso. Você me assusta!" ele parecia dizer, e então eu parei. Foi aí que começou.
Eu não estava mais brincando, tentando deixar aquele gatinho travesso distraído, eu estava apenas segurando-o em meus braços como um bebê. Ele me fitava como se fosse a primeira vez que me visse depois de muito tempo, como se estivesse me reconhecendo finalmente. Então ele mexeu a boca como se estivesse falando, e eu poderia ser chamada de maluca agora, mas pareceu que estava falando comigo, talvez dizendo meu nome. Será que ele teria dito mamãe?
Aquela pequena bolinha de pêlos brancos fez meus olhos ficarem embaçados apenas por ficar ali, quietinho em meu colo, seus olhos fechados agora enquanto eu embalava o corpinho frágil de um lado para o outro. Foram dias de arranhões e corridas pela casa, e naquele momento tudo fez sentido.
Valeu à pena carregar aquela caixa pra dentro de casa. Uma caixa recheada com dois lindos gatinhos que eu agora amo.



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