Hey, lembra do dia em que a gente se conheceu? Eu não. Sério, te adicionei no Orkut por qualquer motivo banal que agora eu sequer lembro. Nossa primeira conversa deve ter sido “Oi, tudo bem? Novidades?” e acabado poucos minutos depois. Isso faz quanto tempo? Me condene, mas eu também não lembro isso. Lembro que foram dias sem trocar qualquer outra palavra até que mais uma conversinha à toa nos juntou novamente. Será que essa demorou mais?
Como foi que nossa troca de informações sobre Photoshop e edições evoluiu ao ponto de trocarmos segredos e desabafos uma para a outra? Eu queria ter a habilidade de descrever aqui toda a nossa história, de como foi a primeira piada que contamos, como foi que você passou a me chamar de perua, essas coisas... Mas acho que isso que existe entre nós foi acontecendo tão discretamente que um dia eu simplesmente acordei e percebi que você era minha amiga. AMIGA. Alguém que vive a quilômetros de distância e, mesmo assim, esteve comigo quando eu mais precisava. E não foram uma ou duas vezes só. Por muito tempo foi a única em quem eu confiava pra abrir meu coração, talvez ainda seja.
Lembra da nossa briga? Das coisas péssimas que dizemos naquela época? Eu lembro disso e lembro também do quanto foi estranho quando fizemos as pazes, aquela sensação de talvez tudo tivesse se quebrado... Eu espero que não. Espero que tudo volte do ponto antes daquilo e só passe à evoluir. Não, apaga. Se a gente passou por aquilo, foi pra aprender alguma lição. Não é o tipo de coisa que eu vivo dizendo?

Mas hey, eu não sei direito como te ajudar quando você tem problemas, talvez eu seja uma péssima amiga. Eu não posso te abraçar quando você tá triste, nem te levar ao shopping
para um longa sessão de compras, e o milk shake que eu queria te pagar pra que você se distraísse tem sempre que ser substituído pelos velhos conselhos no msn. Quando alguém te magoa, o que eu quero dizer é "conheço um cara que pode matá-lo", mas além de não conhecer o tal cara, eu não consigo achar nenhuma palavra pra te fazer se sentir melhor. Eu não gosto disso. De não poder fazer nada pra ajudar minha caçula, fica só a intenção. Mas intenção não enxuga lágrima, não aperta a mão, intenção não fica em silêncio enquanto o outro chora.
Sei que não posso oferecer muito à essa distância, Pri, mas sempre que precisar de uma boa bronca por você se preocupar demais com o mundo à sua volta, eu vou estar aqui. No msn, orkut, telefone, em algum lugar enquanto não posso estar do teu lado pra te emprestar meu ombro. Vale a intenção?
Nenhum comentário:
Postar um comentário